Os Pelos Do Senhor Dickson – Contos Eróticos Gay

PODEM ME CHAMAR DE JACOB. No passado, servi ao meu país e hoje sou aposentado. Vivo com meu filho num bom bairro, com boa vizinhança, em Nova Jersey. Moramos justamente em frente à mansão de um dos figurões daqui. Falo daquele devasso, o senhor Dickson.
Faz um tempo que meu menino se amigou com ele e agora vivem num papo só! No fundo, suspeito que eles mantêm algo mais aprofundado… E digo isso não porque eu fique bisbilhotando as amizades do meu filho, mas porque o senhor Dickson tem fama de ser um galinha desapegado e muito bem-dotado! É o que dizem, sabe? Daí eu achar que ele quer é passar do limite com o meu menino…
Certa vez, pela manhã, pude ver que bem-dotado ele de fato é. Imagine você que eu estava fazendo alguns servicinhos domésticos (já não tenho esposa para isso há muito tempo) e o flagrei urinando em seu jardim, logo ali, em frente à minha casa, como se fosse a coisa mais natural de se fazer. Eu nem acreditei! Que deselegância! Fiquei ali, atrás da cortina, besta com a cena!
Ele segurava aquela coisa cabeluda e parecia massagear suas bolas com delicadeza enquanto olhava fixamente para a minha janela. Confesso que senti um arrepio de pressentimento… Quando terminou de fazer o que estava fazendo, balançou a sua ferramenta e, de novo, se enclausurou no conforto curioso de sua bela casa.
Naquela mesma tarde tornei a flagra-lo em estado comparável. Dessa vez, ele estava só de cueca (uma cueca slip branca) recebendo uma encomenda na porta de casa. Corpo coberto de cabelos e todo bronzeado. Se era de sol ou bronze artificial, talvez nunca saberemos. Ele abriu a correspondência ali mesmo. Coçou a sua genitália vultosa e, sem nenhuma discrição, ergueu a vista novamente para minha janela.
Eu tomei um susto! Pensei que havia me visto espiando. Meu filho estava lá com ele, enfiado em algum lugar naquela espaçosa mansão. Disse que ia assistir Rocky. Achei estranho ver o senhor Dickson naquele estado de natureza e indecência. E foi aqui que passei a teorizar as piores hipóteses sobre os encontros dele com o meu rapaz.
No outro dia, já cedo, meu menino se arrumou e saiu para o colégio como de costume. O vizinho sem modos o apanhou aqui na porta de casa mesmo. Aquilo já se repetia há alguns meses. Dizia que o caminho para a escola secundária era o mesmo que tomava para ir trabalhar. Eu nunca me opus. Mas algo me chamou a atenção especialmente nesse dia…
Já era mais ou menos a hora do almoço. O senhor Dickson, que sempre voltava com meu filho em sua Mercedez, nesse dia, voltou sozinho. Passou-se algum tempo e então decidi ir até sua casa. Não me custava nada, e eu só precisava saber do meu filho.
Chamei, chamei, ninguém respondeu. Acionei a campainha, ninguém. Girei a maçaneta e olhei dentro da mansão. Ninguém veio me receber. Suspeitei por um momento que não houvesse ninguém em casa. Mas será possível que nem os empregados estavam ali?
Entrei. Tímido, me anunciando, as mãos nervosas. Comecei andar pelos corredores até que ouvi um barulho. Devia ser alguém, a governanta, talvez. Sim, só podia ser. Aproximei-me, curioso e mais confiante. Era uma sala ampla de ginástica e os ruídos pareciam vir de lá. A porta estava entreaberta. Espiei antes de entrar. O homem estava completamente nu fazendo seus exercícios abdominais.
Isso mesmo. Era ele: Dickson. Na testa tinha apenas uma faixa. E pelos pelo corpo todo. Nas axilas, peito, testículos, virilha, pernas. Parecia um… bicho, um urso! Fiquei olhando seu corpo se contrair e relaxar, no vaivém do movimento abdominal, por algum tempo.
Seu pênis, daquele jeito, totalmente à mostra… Será que o pudor e a decência não residiam mais aquela casa, meu Deus? Mas não sei como explicar isso. Ele me lembrou um caso antigo. Ali, até que eu o achei sensual, sobretudo sob aquele estado natural e… e selvagem. Parecia mesmo invejável andar sempre nu, sem preocupações e pudicícias. Tinha uma coisa nele que me faziam os nervos cozinharem de expectativa…
Quando ele percebeu a minha presença, levantou e veio andando para o meu lado, todo nu e suado, como se sabe, com muita naturalidade. Deu uma apertada (lá naquele lugar…) e depois esticou-me aquela mesma mão em cumprimento.
Hesitei.
Assim, deu mais uma amassada lá e pousou aquela mão em volta do meu ombro. Começamos a andar quando ele me indagou com alguma curiosidade:
― Que o traz aqui, em minha casa, senhor Jacob?
Desconsertado, falei a primeira desculpa que me veio à boca. Que eu lhe era grato por vir sendo tão generoso com meu filho e que, aliás, eu estava à sua busca e afins. Quanto mais eu falava, mais eu podia sentir de perto algo emanando rudeza e virilidade daquele homem. Não sei bem, era estranho, mas eu teimava em me afastar de todo aquele embaraço pelo seu estado. A certa altura, quase não me contive ao sentir aquela coisa cabeluda e balançante me esbarrar na perna.
Perguntei então de novo sobre o meu filho. Ele disse que não sabia, que o tinha visto somente de manhã. Ainda me segredou sob um tom de voz que não me agradou muito:
― Eu e seu garoto fazemos ginástica todo dia! Justo hoje ele não apareceu.
Interessei-me naturalmente por aquilo:
― Como? Nus?
Ele me chocou com a resposta:
― Sim ― riu. ― Com-ple-ta-men-te…
Aquilo me deu um suadouro. Que pai não passaria por isto, afinal? Ele praticamente me confessava que fazia coisas erradas com o meu rapaz, ainda tão jovem. E eu, que sempre alimentei em casa o hábito de todo homem cristão, achei aquele deboche um absurdo! Não podia ficar daquele jeito! Fiquei nervoso, confesso, mas nunca fui de perder a cabeça. Apenas me desvencilhei do seu abraço, dei uma última olhada em sua nudez deselegante e fui embora.
Entrando em casa, encontrei meu garoto. Estava saindo do quarto. Fiquei constrangido de abordar o assunto com ele assim, logo de cara. Eu deixaria para depois, embora eu já soubesse parcialmente do que acontecia entre os dois. Quando eu cheguei à cozinha ainda pensativo, ouvi:
― Pai, vou ali à casa do senhor Dickson ― avisou-me, já saindo pela porta.
Nem pensei. Na mesma hora larguei as preocupações e o segui. O sangue me subiu à testa de tal forma, que eu só podia pensar em pegá-los em flagrante. Estava pronto para fazer um escândalo! Um circo! Imaginem: o nome de Dickson manchado em todos os jornais e TVs!
Quando, meio minuto depois, entrei por aquela mesma porta, ouvi um gemido plangente ecoar pela mansão. Era a voz do meu filho. Ele… ele parecia estar sentindo dor…
Corri.
Os gemidos vinham lá da mesma sala de ginástica. Entrei pela porta de repente.
O meu rapaz, também em estado de completa nudez, puxava pesos no limite do que podia suportar, deitado sobre um apoio acolchoado. Seus músculos saltavam do peito e dos braços, ele cerrava os dentes branquíssimos e gemia.
Então era só isso…
Não era bem o que eu estava pensando. Só erguia peso, embora sem qualquer roupa. Quase sorri de alívio… até notar meu filho por aquele ângulo curioso. Até fiquei orgulhoso de vê-lo assim, sem a roupa de baixo! Que baita homem estava se tornando! Certamente ele não puxou a mim. Talvez a alguém da família de sua mãe. Lembro-me das vezes que passávamos os Natais em família, eu sempre notava o volume indiscreto nas calças dos irmãos de minha falecida esposa. Meu filhão! Decerto herdou algo dos tios!
Eu já ia me afastando dali quando o senhor Dickson, ainda peladão, como se sabe, me surpreendeu por trás:
― Ora, vejam! Aqui, de novo, senhor Jacob?
Aqui o sangue me ferveu. Imaginei seu corpo viril, nu como estava, junto ao do meu filho. E isto não me agradou. Rebati:
― Exijo saber por que meu filho se comporta de maneira tão liberal em sua casa, senhor Dickson? Por que, justo por aqui, ele anda nu como um naturista selvagem?
O risonho anfitrião, coçando decerto os seus testículos, me enlaçou com um braço e sussurrou algo junto ao meu ouvido com um bafo de calor. Senti todos os pelinhos do seu bigode roçarem na minha orelha.
― Já diziam as ideias dos grandes filósofos antigos, senhor Jacob. Um homem da minha idade só pode saciar-se por completo enrabando um moleque da idade do seu filho. E como ele gosta do que eu tenho a oferecer, não vi maldade em lhe dar isso… todo dia.
Quando terminou estas repulsivas palavras, ele lambeu minha orelha. Eu nem consegui sentir raiva. Estava arrepiado e desconsertado. Ele lambeu o meu rosto. Eu o olhei, talvez meio ansioso. Então ele cerrou um beijo quente em mim enquanto me obrigava a deslizar as mãos pelo seu corpo rijo.
Subindo as mãos para os meus ombros, ele me empurrou para baixo com alguma obstinação e brutalidade. Ajoelhei, afinal. Eu sabia bem o que ele queria, como também sabia que estava tentado a fazer aquilo. Ele então encaixou o seu sexo na minha boca, e lentamente me forçou a babá-lo todo. De mole e salgado, passou a duro e quente. Férvido, talvez. Com aquelas veias enraizadas por toda a sua extensão. Não sei explicar o que sentia ali. Fiz o seu jogo.
Ele me ergueu de pé e me levou para a saleta de ginástica. Lá, me arrancou as roupas com impaciência e, sem nenhum aviso prévio ou coisa do tipo, enterrou o dedo do meio bem no centro do meu traseiro.
Foi inevitável que eu gritasse. Pudera, nunca tinha levado dedada atrás. Depois, senti-me um pouco envergonhado, mas ele, o senhor Dickson, parecia saber com exatidão o que fazia. Não foi difícil me acostumar ao seu dedo. Como também foi fácil me acostumar à humilhação de minha posição.
Ele então me ajoelhou no chão, com o rosto baixo, quase no tapete. Nessa hora, meu filho veio em nossa direção. Descobria e cobria de volta a cabeça rósea do seu sexo. Eu tinha vergonha, mas também senti que ele estava muito excitado com aquilo tudo.
Sim. Chupei o meu próprio filho enquanto, atrás, o senhor Dickson forçava uma cópula comigo. Eu, que nunca havia sentido dor anal, estava submisso à vontade dos braços e desejos de um homem de verdade. Se era maravilhoso, não sei. Mas sei que era novo, e que eu já não podia controlar mais nada.
Ele separava as minhas nádegas com as mãos e, forçosamente, empurrava o seu sexo teso. Centímetro a centímetro eu gemi até sentir o pentelho dele roçar em mim. Meu filho também gemia, com o seu membro no meio dos meus lábios inexperientes. Eu estava assustado. Mas assustado não de um susto que me fazia querer fugir dali. Eu estava apenas surpreso com aquelas tantas reações. Sobretudo, com as minhas.
Depois o senhor Dickson apanhou um pênis postiço que tinha numa gaveta. Era enorme. Uns vinte e tantos centímetros… Ele lubrificou aquilo e fê-lo desaparecer quase inteiro no meu reto, enquanto que com a outra mão, seca e áspera, masturbava o meu pênis.
Meus olhos se esbugalharam ao sentir aquela coisa grossa deslizar para dentro de mim de forma tão desavisada. Entrava e saía, com o vagar de enquanto os gemidos suplicantes escapavam-me da garganta. Enfim, eu havia me tornado o que era. Havia saído da clausura de uma vida inteira e, agora, estava ali, nu e verdadeiro.
O pênis do meu filho latejou forte nos meus lábios e seis jatos do seu esperma me pegaram desprevenido. Nunca havia sentido nada parecido. Era surreal. Eu estava ali, submisso a dois homens, sugando o sêmen do meu próprio filho. E com tamanha naturalidade.
Senti quando Dickson desentalou aquele pau postiço enorme do meu traseiro e socou o seu pênis lá. A dor não diminuiu, porém. Já meu filho, pegou aquela pirocona de plástico e, enquanto o ricaço me assolava por trás, socou-a na minha boca!
― Bora, pai! O senhor tem que fazer a garganta profunda ― dizia ele, empurrando aquela coisa enorme para o fundo da minha goela.
Mas era uma matemática simples: não entrava. Eu nunca fui um hábil chupador de pintos, tinha a boca muito pequena. Não entrava nem a metade. Meu garoto então pediu pra eu pôr a língua para fora, e quando obedeci, zás! Enterrou aquela coisa enorme até o fundo de minha garganta. Engasguei, e penso ter sentido o vômito subir até a boca. Depois, mesmo sob aquela minha tosse insistente, meu filho me obrigou a fazer o mesmo com o seu pênis. Eu punha para fora a língua medrosa e ele socava tudo na minha goela até onde dava, até seus pentelhos baterem na minha cara, até eu cuspir fora o seu membro todo lambuzado, tentando conter outro acesso de tosse.
Meu filhote então me pediu o rabo, embora eu nem tenha tido o tempo de lhe ceder ou negar. Já foi me virando de barriga para cima, me enchendo as pernas e o traseiro de tapas e impropérios. O vadio sabia bem o ofício de meter numa bunda gorda e desajeitada. O sr. Dickson se masturbava. Se contorcia a cada sensação. Não demorou para o seu líquido escorrer pela minha cara desprevenida, pelo meu peito arfante, enquanto que entre as minhas pernas, eu ouvia o choque da minha bunda na virilha do meu menino.
O ricaço sorria o prazer do orgasmo, balançando o seu sexo ainda teso na minha frente. Caçou o meu pênis e pôs-se a ordenha-lo. Minha ereção veio logo. Afinal, aquilo tudo também me excitava. Então, foi a minha vez de ejacular como nunca antes, com a vara torta do meu filho enterrada lá atrás.
Ainda hoje, não consigo esquecer.
Nunca o prazer sexual em minha vida havia sido tão intenso, tão real. Eu nascera para ser o que eu não precisava ter sido, e me escondi a vida inteira sob essa clausura por causa das aparências. Agora eu estava nu, eu estava revelado.
Olhava o teto, extasiado, ainda trêmulo, de pernas pro ar, sentindo o meu nervo expulsar o esperma, e meu ânus reclamar da violência sexual do meu filho. Demorou pouco para eu ouvir a sua respiração acelerar. De repente, urrou. Gozava dentro de mim. Me segurava com força. Eu era, decididamente, um banco de sêmen.
No fim daquela suarenta orgia, enquanto Dickson esfregava o seu pênis já flácido nos meus lábios fechados, meu filho empurrava o seu membro para dentro de mim uma última vez. Terminamos ali. Eu me sentia invadido. A sensação do remorso. Fui embora.
Em casa, sob o chuveiro quente, eu assistia ao filme interminável das minhas reflexões. Será que agora eu entenderia o meu filho? Mas e comigo mesmo, como seria a relação? Será que agora eu me aceitaria? Foram tantos anos escondido sob um casamento normal, uma vida correta e um paletó com gravata, que essa pergunta era inevitável: se eu me olhasse no espelho, enxergaria o quê?
Ainda bem que sempre tive a resposta.
Nunca repreendi nenhum de nós por aquilo. Na verdade, eu passei a frequentar a erótica casa do senhor Dickson toda vez que eu estava sozinho, à noite, acordado ou dormindo, quando as minhas fantasias mais sinceras vinham me transportar.
E toda manhã, quando acordava, eu lançava uma olhadinha por trás da cortina quase sempre deparando com ele lá fora, cofiando o bigode, olhando fixo para a minha janela, despejando um jato de urina no gramado do seu jardim.

FIM
Texto: Jesús Blasco